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DIA DAS MÃES
Vera Beringhs Rodrigues Pompeu
Quantas
foram as vezes que já escrevi sobre tal data.
Foram muitas as crônicas dedicadas às mães,
primeiramente, e acima de tudo, à minha mãezinha.
Agora, acabou, não dá mais, ela se foi há um ano,
não se acha mais entre nós, muito embora eu saiba
que ela está num lugar muito melhor que nós, onde
não há violência, nem lutas, só paz permanente e
infinita!
Farei, é
claro, minhas orações a ela, levarei flores ao seu
túmulo, mas ficam as saudades. A saudade de entrar
em sua casa e vê-la sentada no sofá da sala.
Chegar até ela, beijá-la, abraçá-la carinhosamente
e cantar, com voz desafinada, mas cantar a música
das mães. Eu sei que ela embora não me
reconhecesse mais, gostava de um carinho. Você
sabe como as mães gostam de carinho, de beijos e
abraços. Eu sei disso porque, também, sou mãe.
Vale mais um abraço terno, carinhoso, afetuoso do
que presentes materiais.
Você que
está lendo esta crônica tem mãe junto a você?
Abrace-a, diga-lhe enquanto há tempo que a ama,
que gosta de sua companhia, que reconhece e
agradece tudo de bom que ela já fez por você. Caso
não a tenha mais, assim como eu, viva este dia
lembrando-se de como ela era, de tudo que gostava
e de como era carinhosa.
Você que é
mãe, sabe do que estou falando, quer dizer, do que
estou escrevendo, sabe que me refiro à doçura dos
seus beijos, de quem nos deu a vida, de quem se
orgulhava de seus filhos, daquela que era a rainha
de nosso lar!
Em caso de
você ter a ventura de contar com a pessoa dela ao
seu lado, cheia de vida, com saúde, não perca um
minuto, corra até ela, diga-lhe que a ama, que
sempre gostará dela como ela é, com seus poucos e
insignificantes defeitos e com todas as qualidades
do mundo.
Que seu
pai não sinta ciúmes pelo amor que tem por ela,
chegará o dia em que você fará, também, uma
declaração de amor a ele. Como pode alguém, uma
filha ou filho esquecer da mãe jogada num canto,
sem que tenha alguém ao seu lado, fazendo pouco
caso de quem lhe deu a vida! Lembre-se dela,
sempre é tempo de renascer e retribuir o amor com
que ela cuidou de você. Beije-a por mim.
Não a tem
mais? Pegue uma foto dela, olhe bem seus traços,
talvez você até se pareça com ela, nos olhos, no
sorriso, no cabelo, na testa, deposite um beijo
naquela fotografia e enxugue suas lágrimas, enfim,
a vida é assim!
10-05-08 -
Diário Cidade - Taquaritinga – São Paulo
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