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CONDUTA HUMANA
É comum ouvirmos
expressões tais como: “Fulano não tem consciência”; “Coloque a
mão na consciência”; Me dói a consciência” e assim muitas
outras. O que se pode entender por isso? O que vem a ser a
consciência? Diríamos que consciência é o núcleo mais
profundo, mais secreto do ser humano.
Quando,
conscientemente, temos que fazer uma escolha moral, quando
devemos emitir um julgamento correto, ou, ao contrário, quando
emitimos um julgamento errôneo, então, estamos agindo de
acordo ou em desacordo da razão ou dela estaremos nos
afastando.
A educação, a formação
da consciência reta e racional, no sentido moral e religioso
torna-se indispensável aos homens que são submetidos
freqüentemente a influências negativas. Muitas vezes o ser
humano é tentado a sucumbir diante das fraquezas humanas,
diante do abuso do poder, da ganância, da luxúria, de tantas
outras mais.
Uma consciência
criteriosa que se posiciona no respeito a normas morais,
éticas e religiosas vai, sem dúvida, gerar e garantir a
liberdade e a paz. Diante do direito à liberdade, é preciso
considerar a responsabilidade no agir, ao contrário de quem
advoga para si o direito de fazer tudo o que lhe agrade, o
direito de seguir tão apenas a própria vontade, não importando
se de sua ação resulte a violência e o desrespeito à ética.
Não se pode admitir
verdadeira liberdade que não seja a serviço do bem e da
justiça. Temos de compreender a importância dos limites na
educação, na formação do caráter, da consciência do ser
humano. Podemos dizer que o “limite” é a imposição ou
aceitação de regras pessoais, sociais e morais, isto é a
maneira de agir do indivíduo a fim de interagir, de modo pleno
e saudável com a sociedade em que vive. Regras que por sua vez
são passadas de pais para filhos, com a contribuição da
sociedade (família, escola, círculo de amigos, etc.) Em nossos
dias, como os pais passam grande parte de seu tempo fora de
casa, então cabe às escolas tal função que especificamente não
é delas. Na maneira de educar ou na falta de uma educação
certa, deixa de haver limites, daí jovens que enveredam pelo
caminho das drogas, das bebidas, enfim, podemos afirmar uma
intolerância à frustrações. Como conseqüências teremos, o que
é visto através dos noticiários, um número elevado de mortes,
principalmente de jovens que dirigem embriagados, drogados,
deixando famílias em desespero com as perdas sofridas.
Piaget, grande
pedagogo, chama a atenção para a necessidade do limite na
educação de uma criança (entre 7 e 13 anos aproximadamente).
Há necessidade de regras que deverão ser impostas, mesmo
resultando em choro ou frustrações, até com a tristeza da
parte dos pais que não gostam de magoar os filhos, ensinando a
esses que não se pode ter ou fazer tudo o que se deseja. Os
pais têm que saber cobrar, mas também reconhecer e elogiar, e,
acima de tudo, saber amar.
Vera R.B.R.Pompeu
30-5-08 Diário Cidade
Taquaritinga São Paulo
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03/10/2008
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