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Mãe:
nem tão longe, nem tão perto
Qual a proximidade ou a
distância a ser mantida de um filho?
Qual a medida?
Quando bebê, a presença da mãe ou de quem cumpre a sua função
é uma constante, mas mesmo assim ela não é fixa. A mãe se
movimenta, vai e vem... Cada vez mais ela busca seus
interesses que vão para além da criança, ou ao menos deveriam
ser...
A mulher não se realiza apenas em uma via, mas em múltiplas:
na relação amorosa, no trabalho e também na maternidade. A via
única pode ser danosa para a mulher e consequentemente para
suas relações.
Acreditem, mãe demais faz mal!!!
Uma ‘pessoinha’ só tem a condição de descobrir-se desejando,
querendo, se movimentando, se algo lhe vier a faltar.
A falta só aparece se a mãe assim o permite, se ela abre
espaços nos cuidados que administra a criança. Para isto, é
importante não se entender necessária ao extremo.
A mãe apresenta o mundo para a criança e depois necessita
deslocar-se da cena: nem tão longe, nem tão perto...
Feliz Dia das Mães!!!
Cristiana Maria Lopes Chacon Gallo
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