
JUVENTUDE HOJE
27 DE MARÇO DIA
DA JUVENTUDE
PARABÉNS JOVENS
Pe.
José Felippe Netto
A situação do jovem pode ser enfocada sob
vários aspectos: familiar, educacional, profissional e social, pois
ele situa-se em todos. Desde o nascimento até certa idade, a criança
vive no “mundo do lar”, ou seja, no seio da família. É a fase em
que, para ela, os pais são verdadeiros heróis. Ao chegar à idade
escolar descobre um novo “mundo”: a professora, os primeiros colegas
e a alfabetização. Aí o “mundo do lar” começa a ser dividido.
Ao atingir a adolescência o jovem
descobre seu próprio “mundo”, na maioria das vezes fechando-se
“dentro” dele. É o “dono” desse mundo e ninguém o penetra. É a fase
da descoberta do sexo, do namorico, dos saltos altos, do primeiro
baile. Em nossos dias, entretanto, o adolescente não pode viver só
de sonhos, pois bem cedo já é obrigado a auxiliar na manutenção do
lar, geralmente trabalhando no período diurno e freqüentando a
escola noturna.
Como o ensino está cada vez mais
avacalhado, o jovem é mal preparado para enfrentar um vestibular ou
um concurso, justamente quando vivemos num mundo de concorrências e
quem não estiver preparado fica realmente para trás. A situação
atual obrigou os membros da família a se separarem e, embora morando
na mesma casa, quase não se encontram para um diálogo mais sério a
respeito dos problemas que os afligem. São como que estranhos
vivendo sob o mesmo teto.
A “lei da oferta e da procura” deixa os
jovens em situação bastante embaraçosa, especialmente aqueles que
residem em pequenas cidades interioranas, pois ao terminarem o curso
colegial necessitam rumar aos grandes centros, em busca de trabalho
ou continuidade dos estudos. Assim, têm que deixar a família, os
amigos, a própria cidade para adaptarem-se a um meio de vida
completamente diferente, como os que partem para o exterior. É uma
nova fase que se inicia.
O jovem foi levado a assumir uma atitude
de apatia, de irresponsabilidade, de desinteresse, sem participação
na vida do país, especialmente no setor político. Urge reeducá-lo,
tornando-o responsável, mas, acima de tudo, é necessário
reestruturar a família e a sociedade. É necessário confiar no jovem
e faze-lo sentir-se digno de confiança.



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